domingo, 26 de julho de 2009
Programa Eleitoral de Santana Lopes
http://83.240.139.6/events/psl09/programa_lisboacomsentido2009.pdf
quarta-feira, 15 de julho de 2009
KIVA
Se quiserem participar como credores num possivel micro-crédito, esta é uma das organizações mais conhecidas. Já o fiz e é seguro.
http://www.kiva.org/
http://www.kiva.org/
Muhammad Yunus
Em tempos de crise, em que a primeira reacção é ficarmos mais egoístas devido ao confronto com a real insegurança que nos rodeia, deixo-vos uma entrevista com um dos homens que mais admiro, Muhammad Yunus, feita pelo excelente Charlie Rose.
Numa época em que voltamos a repensar o nosso sistema bancário e em que cada vez mais se questiona se não somos demais para o que o planeta sustem, a melhoria das condições de vida nos povos mais pobres torna-se talvez na necessidade mais premente para a sustentabilidade da nossa espécie.
Todos podemos fazer alguma coisa.
Numa época em que voltamos a repensar o nosso sistema bancário e em que cada vez mais se questiona se não somos demais para o que o planeta sustem, a melhoria das condições de vida nos povos mais pobres torna-se talvez na necessidade mais premente para a sustentabilidade da nossa espécie.
Todos podemos fazer alguma coisa.
domingo, 5 de julho de 2009
O Exemplo Americano
O que é um partido político?
A percepção actual é a de que os partidos são sistemas fechados que de um modo geral agem em prol dos individuos que a eles pertencem. Como tal, uma sociedade na qual a política é agida desta forma perpetua dois tipos de interpretes: politicos desonestos e cidadãos amorfos.
Este estado de coisas resulta do que chamo o equilibrio na incompetência: os politicos são desonestos porque trabalham com uma sociedade frouxa que não participa nem discute que valores defender e os cidadãos são amorfos pois sentem-se incapazes de ter qualquer impacto na realidade política.
Esta resignação geral em relação a uma má situacao resulta na crença individual (seja do politíco ou do cidadão comum) de que todos somos perfeitos (ou irrelevantes) e de que o problema se situa sempre no outro ou no que não tem corpo - na envolvente, na conjuntura, etc, o quer que lhe queiramos chamar.
Como tal, para manter essa inaccao teremos de nos manter infantis, deixando que outros resolvam/pensem a sociedade por nós.
Ora, é chegando a este ponto que se torna necessário perguntar:
O que pode ser um partido político?
Um partido politico pode ser um espaço. Uma arena para discussão de valores e acções. A ideia vigente de que se perde a independência ou a seriedade ao se entrar num partido é tão falsa quanto ilusória. É a premissa que grande parte de nos usa para uma inação que se maioritária nos levará a uma sociedade mais infeliz. Por muito apolitíco que este termo - felicidade - pareça, deve ser esse o objectivo maior da acção politíca. Como tal, para que uma sociedade evolua para uma melhoria de vida é fundamental que os seus cidadãos sejam críticos/auto-críticos e participativos.
É neste ponto que julgo a recente acção na política americana como um exemplo a seguir.
O que mais me impressionou nas últimas eleições americanas foi o facto institucionalizado de como dentro do mesmo partido há pluralidade no pensamento e nas propostas de acção. A comprovar, bastará lembrarmo-nos que nos primeiros debates para as Primárias Americanas, o Partido Democrata tinha 8 candidatos e o Partido Republicano 10.


A percepção actual é a de que os partidos são sistemas fechados que de um modo geral agem em prol dos individuos que a eles pertencem. Como tal, uma sociedade na qual a política é agida desta forma perpetua dois tipos de interpretes: politicos desonestos e cidadãos amorfos.
Este estado de coisas resulta do que chamo o equilibrio na incompetência: os politicos são desonestos porque trabalham com uma sociedade frouxa que não participa nem discute que valores defender e os cidadãos são amorfos pois sentem-se incapazes de ter qualquer impacto na realidade política.
Esta resignação geral em relação a uma má situacao resulta na crença individual (seja do politíco ou do cidadão comum) de que todos somos perfeitos (ou irrelevantes) e de que o problema se situa sempre no outro ou no que não tem corpo - na envolvente, na conjuntura, etc, o quer que lhe queiramos chamar.
Como tal, para manter essa inaccao teremos de nos manter infantis, deixando que outros resolvam/pensem a sociedade por nós.
Ora, é chegando a este ponto que se torna necessário perguntar:
O que pode ser um partido político?
Um partido politico pode ser um espaço. Uma arena para discussão de valores e acções. A ideia vigente de que se perde a independência ou a seriedade ao se entrar num partido é tão falsa quanto ilusória. É a premissa que grande parte de nos usa para uma inação que se maioritária nos levará a uma sociedade mais infeliz. Por muito apolitíco que este termo - felicidade - pareça, deve ser esse o objectivo maior da acção politíca. Como tal, para que uma sociedade evolua para uma melhoria de vida é fundamental que os seus cidadãos sejam críticos/auto-críticos e participativos.
É neste ponto que julgo a recente acção na política americana como um exemplo a seguir.
O que mais me impressionou nas últimas eleições americanas foi o facto institucionalizado de como dentro do mesmo partido há pluralidade no pensamento e nas propostas de acção. A comprovar, bastará lembrarmo-nos que nos primeiros debates para as Primárias Americanas, o Partido Democrata tinha 8 candidatos e o Partido Republicano 10.


Este processo mais aberto no qual os cidadãos interagem e reagem a discussões intrapartidárias promove à descoberta de um caminho e consequentemente de uma crença. A ideia de abertura e de participação (atenção) do cidadão a discussao política intrapartidaria, criou a possibilidade de alternativas até aí tidas como muito improváveis como a escolha de Barack Obama para candidato presidencial do partido democrata. A grande vitória deste processo é que o grau de crença nos agentes políticos aumentou drasticamente, elevando-se como tal o nível de felicidade (esperança) da sociedade americana. Esta ideia de que um conhecimento e participação mais aprofundados afectam positivamente a nossa felicidade/realidade é algo não alheio a Portugal. Toda a evolução em direitos civis na nossa sociedade esta assente nesse sentimento de necessidade de mudança e consequente participação.
Sera uma contribuição na acção política (leia-se, partidos políticos – existentes ou a serem criados) o que nos permitirá evoluir positivamente, cada um de nos procurando aí sim soluções reais (que não advêm de soundbytes) e que por isso mesmo contribuem para nossa felicidade e esperança.
Sera uma contribuição na acção política (leia-se, partidos políticos – existentes ou a serem criados) o que nos permitirá evoluir positivamente, cada um de nos procurando aí sim soluções reais (que não advêm de soundbytes) e que por isso mesmo contribuem para nossa felicidade e esperança.
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